Existe vida além do WhatsApp

Novos aplicativos dão um toque de segurança a mais em suas conversação.
Novos aplicativos dão um toque de segurança a mais em suas conversação.

O WhatsApp está adotando criptografia para todas as mensagens trocadas. A tecnologia “embaralha” as mensagens da origem ao destino, de modo que apenas o receptor da comunicação possa ver o que foi transmitido. Nem mesmo um “grampo” poderia revelar o conteúdo da comunicação. Mas, enquanto isso é “novidade” no WhatsApp, outros comunicadores apresentam a mesma segurança – ou maior – desde o lançamento. Foram desenvolvidos “do zero” priorizando a privacidade.

Um desses comunicadores é o alemão Sicher. Diferente do WhatsApp, ele também permite comunicações seguras em grupo. O Wickr promete algum anonimato até mesmo na hora de identificar quais pessoas na sua lista de contato também usam o aplicativo.

O Telegram é bastante popular e tem como diferencial a possibilidade de uso no PC, mas nem todos os bate-papos são seguros. É preciso que essa opção seja escolhida.

A organização sem fins lucrativos EFF (Electronic Frontier Foundation) mantém uma tabela com diversos apps e a proteção que eles oferecem. Os programas com pontuação máxima, atendendo os 7 critérios avaliados, são o ChatSecure, o CryptoCat, Silent Phone/Silent Text e o RedPhone/TextSecure. O WhatsApp satisfaz apenas 2.

Outros apps populares também estão na lista: Snapchat (2/7), iMessage (5/7) e Skype (1/7).

Mas como funciona essa segurança oferecida pelos programas?

A segurança mais básica é aquela que é oferecida na comunicação do software com o próprio serviço. É a criptografia de “trânsito”. Essa segurança é importante para que suas mensagens não possam ser lidas caso você esteja usando o programa em uma rede sem fio ou outra rede pouco confiável. O WhatsApp não tinha essa proteção no início, mas ela foi adicionada. O aplicativo chinês QQ não traz essa segurança até hoje, segundo a EFF.

Uma proteção mais poderosa é a da criptografia “fim a fim” ou “ponta a ponta”. Essa tecnologia faz com que as partes envolvidas na comunicação utilizem uma chave que é apenas partilhada entre eles mesmos. Nesse caso, nem mesmo o provedor de serviço é capaz de ver o conteúdo da mensagem.
Na prática, isso significa que não há possibilidade de “grampo”. Para obter as mensagens, é preciso ter o próprio dispositivo ou telefone em mãos.

Um desafio da criptografia “fim a fim” é a verificação da identidade da pessoa com quem se fala. Não adianta a comunicação estar “embaralhada” se você está falando com a pessoa errada. Os aplicativos mais seguros indicam quando isso pode estar acontecendo.

Para incrementar essa proteção, alguns aplicativos incluem funções para apagar mensagens de maneira definitiva. Quando um arquivo ou mensagem é removido de maneira convencional, o dispositivo de armazenamento ainda retém uma cópia dos dados apagados, mas a região é marcada como “livre” para receber novos arquivos. Se nada for colocado no lugar, o conteúdo supostamente apagado pode ser recuperado sem dificuldade.

A remoção definitiva substitui o conteúdo original da mensagem ou arquivo antes de apagá-la, ou seja, já faz o trabalho de colocar algo no lugar. A recuperação fica muito difícil ou impossível, de maneira que nem mesmo a apreensão do aparelho pela polícia poderá dar acesso à comunicação.
Embora o WhatsApp esteja mudando para melhor, o histórico do aplicativo não é bom. E nunca foi o preferido de quem realmente precisa ou quer privacidade.

No fim, porém, o mais importante para um app comunicador é quais das pessoas com quem queremos falar também o utilizam. Quanto mais pessoas derem preferência à privacidade, mais fácil será fazer uso desses apps com frequência.

Eu uso o Viber e estou muito satisfeito, até recomendo!

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