Pense bem antes de votar

Voto Consciente - Charge

Bem pessoal faz um bom tempo que não escrevo nada sobre política, quem me conhece sabe que descendo de família de grandes homens públicos, no meu estado de origem o Mato Grosso do Sul e deixo aqui um pouco da minha visão de políticos e de política a todos vocês e espero contribuir para que façam uma escolha acertada e que nosso estado e nosso País possam ser bem representados.

A eleição é um dos nossos direitos políticos que aliás foi conquistado com muita luta e isto quer dizer que o voto pode ser aprimorado e a ideia da matéria é exatamente esta.

Neste sentido, a primeira condição para que possamos ser um eleitor crítico é procurar entender as responsabilidades atribuídas a quem depositamos o nosso voto, isto é, qual a competência de quem vai ocupar o cargo de presidente da República, governador do Estado, senador, deputado federal e deputado estadual?

Todos têm suas funções e responsabilidades. É preciso entendê-las. Com clareza das competências e funções dos mandatários políticos, o passo seguinte é procurar conhecer a história dos candidatos e de seus partidos. É importante também ler o que seus partidos preconizam. Para isso, podemos buscar, na internet, o regimento ou estatuto dos partidos aos quais os candidatos são filiados.

Com isso, é possível conhecermos os princípios e ideários partidários. Contudo, isso só não é suficiente, pois, no Brasil, muitos partidos são instrumentalizados como legendas para acomodar um ou outro candidato. Daí a ideia de procurarmos conhecer a história do candidato: a ética, coerência, compromisso, ideias (programa e ideário) e as forças que balizam sua candidatura. Acredito que estes são componentes básicos para assistir o eleitor na hora de votar.

Dentre esse perfil dos candidatos eu assinalo, especialmente, coerência, ética e compromisso com as demandas mais importantes da população: saúde, educação, segurança pública e emprego.

São conceitos importantes para o desenvolvimento de uma sociedade e o bem-estar social dos cidadãos. Para isso, é importante analisar a história dos candidatos e observar com bastante atenção quais as forças de poder que o candidato representa.

Atualmente há diversas formas de se pesquisar a vida e a carreira dos candidatos. Hoje, nós dispomos de inúmeras fontes de pesquisa da história dos candidatos, de seus partidos, as forças que estão aliadas e suas ideias. Através da internet é possível acessar muitas informações neste sentido.

Daí é preciso certo esforço de leitura crítica para uma escolha que consideremos melhor para toda a sociedade. Por que, atualmente, tem sido difícil escolher um bom representante político?

Esta tem sido, talvez, uma das questões mais em pauta, seja nas rodas comuns de amigos ou mesmo entre especialistas da área de política.

A democracia é um regime difícil, afinal, baseia-se numa ampla diversidade de atores políticos e de interesses, produz essa necessidade natural de dificuldade na escolha de representantes. No entanto, o exercício do voto é fundamental para aprimorarmos nossas instituições. Quanto à escolha, é importante que saibamos o peso da nossa responsabilidade quando votamos. Muitas vezes, o voto é orientado por interesses particulares, ai não adianta reclamar depois até porque isto contraria uma política republicana e enfraquece a democracia.

O resultado de votos que visem ao interesse pífio somente daquele eleitor e não o da sociedade em geral, é a criação de mandatários ruins e descompromissados, gerando um círculo vicioso e perigoso de poder.

A corrupção, no entanto, também é um fator que gera extrema desconfiança do eleitor atual. Para um amplo público, as notícias em torno de escândalos e corrupções criam uma ideia de que todos os políticos são corruptos, o que não é bem assim. O jogo político é complexo e impuro. Maquiavel, no século XVI, já nos ensinava o quanto a concorrência pelo poder é complicada, exigindo pragmatismo daqueles que o aspiram. Por outro lado, o pensador florentino nos ensina que o povo também podia ter o poder e isso só seria possível numa república. Quando mais educado é um povo, quanto mais consciência de um voto republicano ele tiver, mas o poder lhe pertence.

Pessoal mesmo em um cenário complexo e difícil, não é sensato deixar de votar. É preciso lembrar que o seu próprio silêncio é um gesto político. Ninguém se exime da política. No mundo político, se eu não participo, o outro toma a decisão por mim. Este é o conceito mais singelo da justificativa do voto válido.

Se formos conscientes da responsabilidade do nosso voto, o nosso nível de exigência com relação aos candidatos se elevará consideravelmente. Caso não, seremos responsáveis pela perpetuação de estruturas de poderes que são nocivas à democracia e vão influenciar diretamente na nossa vida e de quem amamos.

Mais amigos, enquanto ainda existirem eleitores vendendo votos ou ainda votando por cargos ou porque o candidato é bonito ou porque ele é simpático, não estaremos contribuindo para qualificar nossos candidatos, não vai melhorar nossa vida em sociedade e então amigos seremos mais alguns a fazer postagens críticas em redes sociais e entre rodas de conhecidos.

Quando você entrar naquela cabine pense em sociedade como um todo. Luidy

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